Paris, nos primeiros anos do século XX, vivia o auge de seu prestígio cultural e de sua pujança econômica. As mudanças urbanas realizadas nas décadas anteriores, a expansão do comércio de luxo e o desenvolvimento técnico-científico fizeram da cidade um modelo de excelência, beleza, divertimento e inovação. Paris era o centro do mundo e o coração da modernidade. Para a capital francesa, convergiam escritores, artistas e cientistas de toda parte, a fim de desenvolver seus trabalhos em um ambiente
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OS CRIMES DE PARIS

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Paris, nos primeiros anos do século XX, vivia o auge de seu prestígio cultural e de sua pujança econômica. As mudanças urbanas realizadas nas décadas anteriores, a expansão do comércio de luxo e o desenvolvimento técnico-científico fizeram da cidade um modelo de excelência, beleza, divertimento e inovação. Paris era o centro do mundo e o coração da modernidade. Para a capital francesa, convergiam escritores, artistas e cientistas de toda parte, a fim de desenvolver seus trabalhos em um ambiente cultural fervilhante e de se tornar conhecidos internacionalmente.

A Belle Époque parisiense, entretanto, também foi um tempo de violência e de medo. A cidade vivia sob a persistente ameaça de bandidos de toda espécie: falsários, ladrões, assassinos em série e quadrilhas de assaltantes - como os apaches, que roubavam os passantes à luz do dia. Além deles, havia os grupos anarquistas que sonhavam destruir o capitalismo com ações violentas - como o bando de Jules Bonnot, o primeiro a utilizar o recém-inventado automóvel para escapar de um assalto a banco.

A partir de um dos crimes mais espantosos da época, o roubo da Mona Lisa do Museu do Louvre, em 1911, Dorothy e Thomas Hoobler percorrem os dois lados de Paris - o luminoso e o obscuro - e constroem para o leitor um painel tão completo quanto fascinante desse período.

Não são, no entanto, apenas os intrépidos e cruéis bandidos que têm lugar na obra. Do lado da lei, emergem como protagonistas os principais inventores da criminologia moderna, como Alphonse Bertillon, que introduziu a antropometria e a fotografia da cena do crime, e o croata-argentino Juan Vucetich, pioneiro da adoção das impressões digitais na identificação de criminosos.

Os crimes de Paris consegue ainda a proeza de apresentar um vasto panorama histórico-cultural do final da Belle Époque por meio de uma narrativa feita de suspense e emoção, com sucessivas descobertas e surpresas.

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